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Horário das aulas noturnas volta a ser debatido na Câmara

  • 11/04/2017
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No trelelê desta terça-feira 11, Cleony Figur trouxe novas informações a respeito da mudança de horário realizada pelo Governo da Santa & Bela no início deste mês, antecipando para as 18h30 o início das aulas na rede estadual no período noturno.
Ela buscou informações em Floripa, junto a Dire de Gestão de Rede e também no Setor de Recursos Humanos do governo. Em conversê com o dire de Gestão de Pessoas, Valdenir Krieger, foi informada que a mudança de horário foi uma recomendação do governo para as Gerências Regionais de Educação, porém, não de forma impositiva.
Quanto a antecipação do término das aulas para as 22h, evitando assim o pagamento de adicional aos fêssores, Cleony disse que, segundo o dire Valdenir, não existe uma previsão legal deste pagamento dentro do ordenamento jurídico do Estado, apesar das inúmeras demandas judiciais dos trabalhadôs, especialmente no período de aposentadorias.
Durante esta semana, Cleony ainda manteve contato com os dires das cinco escolas que oferecem o Ensino Noturno em Caçador. A informação repassada pela maioria é que eles entendem ser uma determinação do governo, no entanto a mudança está sendo assimilada com tranquilidade, comprometendo um número pequeno da alunada que precisam chegar após o horário. Nestes casos, com as justificativas devidas, as faltas estão sendo abonadas. "Apesar de o número de alunos que está sendo prejudicados não serem tão expressivos segundo os diretores, devemos avaliar e discutir a situação, visto que não podemos afetar a qualidade do Ensino e nem prejudicar aqueles que buscam a qualificação, mesmo que em número pequeno", disse, informando que grande parte da alunada afetada estaria na Escola Irmão Léo, que absorve trabalhadôs do comércio.
Cleony disse também que, em conversê com alguns dires, houve sugestão para que as aulas pudessem rolar das 19h às 22h. Para isso, o calendário escolar precisa ser estendido para que a carga horária de aulas programadas no ano seja cumprida. "Pretendemos ir a Florianópolis no final deste mês e dentre os pedidos levaremos este, para que possa ser analisado e quem sabe colocado em prática", informou.
Marcos Creminácio, que na semana passada abordou o assunto, agradeceu o empenho da colega, acrescentando que apesar de as escolas estaduais terem passado por um processo inovador para a escolha dos dires, estes ainda ficam receosos em discordar de uma decisão oriunda do governo. Ressaltou ainda que a evasão escolar no ensino noturno atualmente beira os 40%, especialmente nas escolas que pegam uma camada social mais empobrecida, sendo que esta mudança pode contribuir para aumentar a realidade.
"O governo, com o objetivo de fazer o corte numa questão trabalhista fez a mudança sem conversar com ninguém. Aliás, ele vem cortando onde não deveria cortar há algum tempo. Ano passado, por exemplo, as escolas tinham à disposição um auxiliar de laboratório de informática e outro para o laboratório de Química, Física e Biologia, e neste ano ele cortou sob a alegação de falta de recursos. Agora mais este corte, e não nos surpreendemos que ano que vem ou no outro estivermos discutindo o fechamento do ensino noturno", disse.
Para Marcos, a alteração no calendário escolar não resolveria o problema, especialmente porque há uma questão de logística envolvida. "Teria que mudar os horários de Vans que transportam esses alunos ou horários de ônibus, o contrato dos professores que encerra em uma data já determinada, o contrato da empresa terceirizada para a merenda escolar além e outros empecilhos", lembrou.
Moacir DAgostini criticou a decisão sem escutar a alunada, que são os maiores interessados. Lembrou que houve a reclamação de inúmeros pais e alunada que, em muitos casos, já chegavam atrasados no antigo horário devido ao trampo, e que a mudança comprometeria ainda mais os seus estudos.

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