O descarte ilegal de lixo em vias do interior, e a falta de locais adequados para a coleta de alguns materiais descartáveis no Município, geraram um amplo debate na Câmara de abóbrões nesta segunda-feira 2.
O assunto foi levantado por Sirley Ceccatto (PSDB), ao demonstrar preocupação com o acúmulo de materiais de grande porte jogados no meio ambiente.
"O lixo orgânico e o residencial a gente sabe qual destino dar, mas o que me preocupa são aqueles que o caminhão de coleta não leva, como sofás velhos, geladeiras e televisões, que estão sendo descartados nas estradas do interior, prejudicando o meio ambiente e tornando alguns acessos às comunidades verdadeiros lixões", disse.
Sirley enfatizou ainda que há necessidade de um local adequado para que o povão, ao não usufruir mais estes bens, possa dar o destino correto. "Há de se pensar em um espaço para isso, onde o Município disponibilize um servidor para receber o material de forma ordenada e classificatória, e a partir de então dar-lhes um destino correto", frisou.
Neri Vezaro (MDB) lembrou que ao se deslocar para a comunidade Caixa DÁgua nesta segunda-feira 2, ficou abismado com a quantidade de materiais jogados à beira da estrada principal. Ele lembrou da necessidade de novos pontos de coleta de lixo, a exemplo do portão dois do Parque onde os moradores do interior levam o material até este ponto e a coleta funciona de forma ordenada.
Neri ainda destacou, a necessidade de campanhas orientativas para conscientização do povão.
A ideia foi compartilhada por Cleony Figur (PSD), que enalteceu a importância do envolvimento da Secretaria Municipal de Educação neste tema, com um trabalho de orientação com a alunada.
A pessedista lamentou ainda o descarte de roupas, que vem rolando nas proximidades da ponte que liga o bairro Bom Sucesso a Epagri, além do excesso de lixo nas ruas do Centrão de Caçador.
Outro a abordar o tema, Adriano Pares (PSDB) informou que proprietários de vidraçarias, e clicherias também estão tendo dificuldades em dar o descarte legal aos seus produtos pela falta de opção. "Até pouco tempo a antiga Fundema fazia o recolhimento de vidros, mas desde a sua extinção a coleta não aconteceu mais. Com isso, muitos desses profissionais ficam sem opção para descartá-los".
O fim correto para pneus velhos também entrou na pauta do debate. Moacir DAgostini (DEM) lembrou que as borracharias não podem acumular este material, sob o risco de serem multados, e muitos motoras acabam jogando os pneus velhos na beira das estradas.
Já o abóbrão-mor Rubiano Schmitz, sugeriu que um conversê com a empresa responsável pela coleta do lixo no Município, e aquilo que for possível transportar no caminhão após prensado, possa ser levado ao aterro até que uma outra alternativa seja viável.
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